A NOSSA IRMÃ IRENE, BOA NOTÍCIA DO REINO
A Irmã
Irene Franceschini, a Tia Irene, tão admirada e tão querida, nasceu em São Paulo
no dia 16 de novembro de 1919 e faleceu em São Paulo, aos 89 anos, no dia 13 de
novembro de 2008.
Filha do famoso músico italiano Furio Franceschini e da paulistana Maria Angelina Vicente de Azevedo, jovem ainda entrou na Congregação das Irmãs de São José de Chambéry.Entre as muitas atividades que exerceu sempre priorizou a educação dando destaque à musica.Em 1970 chegou a São Félix do Araguaia para trabalhar na nova Prelazia, respondendo a sua vocação missionária.
Em São Félix foi secretária do Ginásio Estadual Araguaia (GEA), foi fundadora e presidente da Associação Nossa Senhora da Assunção (ANSA), trabalhou em serviços de administração e de chancelaria, assumiu inúmeros trabalhos pastorais e foi até sua morte a alma do rico arquivo da mesma Prelazia.
Foi confidente e conselheira, sobretudo das mulheres e com elas criou o Clube das Mães. Os pobres e sofredores sempre encontraram nela um coração solidário.
Fiel e livre, delicada e corajosa,discreta e serviçal, recebia a todo mundo e fez da casa da equipe pastoral de São Félix um lar aberto e acolhedor.
Na vivência de sua fé e de sua vocação religiosa no seguimento de Jesus, três amores marcaram sua vida: a Família, a Congregação e a Prelazia de São Félix do Araguaia.
Dentre os muitos testemunhos que nos têm chegado por ocasião da passagem pascal da queridíssima Tia Irene, publicamos alguns neste número especial do Alvorada.
Pedro Casaldáliga
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Queridos amigos e amigas,
Aproveito para escrever algumas palavras, um pequenino testemunho sobre esta pessoa tão amada e que tanto nos amou também. Talvez esta seja uma forma de se elaborar a dor quando uma pessoa querida passa para o outro lado da Vida. Se a Tia Irene não está mais presente fisicamente entre nós, ela vai continuar sempre em nosso coração e em nossa memória. Tia Irene, grande guerreira, forte, afetuosa e terna, humilde, sobretudo acolhedora, sempre servindo ao outro, aos outros. Dentre tantas marcas que ela deixou neste mundo, a do servir era o seu próprio jeito de ser. Cada um de nós deve ter muitas lembranças do seu acolhimento e da sua disponibilidade. Tenho bem viva a imagem da Tia, naqueles anos primeiros, anos em que participei da equipe pastoral da Prelazia, 1972/1974, ela se levantando às quatro horas da madrugada, para preparar nosso café da manhã e fazer uma “matula” para nossa viagem, nos acompanhando até o ponto do ônibus com destino à Barra do Garças. Quantas vezes ela fez isto? Sem conta. Mais lembranças: sua paixão pela Prelazia, pelo rio Araguaia, sua incrível tenacidade e perseverança no trabalho cotidiano. Vejo a paz estampada em seu rosto, vejo sua alegria e sinto sua leveza. Você, querida Tia Irene, só passou para o outro lado!
Grande abraço para cada um de vocês.
Ilda
Antiga Agente Pastoral da Prelazia
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Querido Pedro,
Vejo no necrológio do Estadão de hoje que a Tia Irene Francescchini faleceu na quinta-feira. Uma grande perda para a Prelazia de São Félix a morte dessa mulher humilde e dedicada ao próximo, neta de conde e filha de um mestre de capela da Catedral de São Paulo, que decidiu um dia partir para o sertão apenas com a vocação missionária e o piano que lhe dera o pai, o maestro Fúrio Francescchini, músico e compositor. Bonita e magrinha, foi o silencioso esteio forte daquela rústica catedral de São Félix. Sua gloriosa ancestralidade caipira testemunhei um dia quando, para surpresa geral, uma Folia do Divino Espírito Santo veio cantando sua litania pela rua da igreja e da casa do bispo. Quebrando todas as regras, ela abriu a porta da catedral, e não a da casa, e convidou a Folia a entrar. Como a tradição é a de que dona da casa receba a Bandeira vermelha do Divino, os foliões não tiveram dúvida: colocaram o mastro da Bandeira nas mãos da Tia Irene, pondo-a no papel de dona da igreja, bandeira que ela beijou, como é de tradição, mostrando que ela sabia tudo desse muito antigo ritual de roça, enquanto os foliões cantavam o "Deus te salve, casa santa." Estou chateado à beça. Nas áreas do Araguaia ficarão para sempre as marcas dos pequenos pés da Irmã Irene.
O povinho aqui de casa manifesta imenso pesar e manda para você e o povinho todo da Prelazia um sentido e fraterno abraço.
José de Souza Martins e família
Sociólogo
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Irmãos(as) de toda Prelazia.
A Tia Irene sempre pediu que não ficássemos tristes no dia de seu encontro com o Pai. Seria um grande dia; e que ela esperava por ele.Que ficássemos alegres com sua Páscoa e que cantássemos o HINO DA ALEGRIA...
É um dia para fazermos memória de tudo o que a Tia Irene influenciou na vida das pessoas desta Igreja particular de São Félix do Araguaia.
O trabalho com as mulheres, grupo de mães, canto, banho no Araguaia nas manhãs com a mulherada. Tive noticias dizendo que chegavam a ser mais de 30 mulheres; quem contou pra mim foi a Lourinha há muito tempo atrás. Não posso esquecer dos dias das mães em que saímos para fazer alvorada, também na Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Sentiremos saudades desta mulher que doou sua vida a serviço da vida, no seu compromisso firme com o Projeto de Deus.
Na saudade deste mulher que recebeu uma legião de sobrinhos...
Minha solidariedade a todos(as).
Raimundo Alves Rodrigues
Antigo Coordenador da Pastoral da Juventude
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Irmãos e amigos todos da Prelazia.
Com muita tristeza e ao
mesmo tempo com uma grande esperança, recebemos a
notícia da partida definitiva de Tia Irene para a Casa do Pai. Sabemos o
que a Tia Irene representou para a nossa Igreja de São Félix do Araguaia e
para todos nós: foi uma verdadeira mãe, doce e forte, solítica e lutadora
acolhedora e generosa como uma mãe. Temos certeza de que, santificada pela
sua morte, intercede por todos nós na glóra do Pai. A saudade dela doe, mas
a certeza de nossa fé na sua vida eterna nos conforta. Continuamos sempre
unidos na luta e na teimosia do Evangelho de Jesus.
Pedro, irmão, a você e a todos os nossos amigos da Prelazia o nosso abraço
e que Santa Tia Irene nos abençõe.
Léo, Vera, Maira, Juca e Uirá
Antigos Agentes de Pastoral da Prelazia
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Aos bispos, agentes de pastoral, e amigos de
São Félix do Araguaia, às Irmãs de São José de Chambéry, especialmente Irena e
Cacilda
Recebemos ontem a notícia de que a "Tia" havia nos deixado. Ou melhor, fora celebrar seus 90 anos na casa do Pai-Mãe. Nós, Socorro, Creusa e eu, Iara, ex-agentes de pastoral da Prelazia, oito anos em São Félix, sentimos, com o povo da cidade, nosso coração bater mais forte e triste também.
Nestes oito anos de convivência aprendemos a conhecer, amar e admirar Ir. Irene, para nós e para o povo, simplesmente "Tia" ou Tia Irene.
Nela víamos conviver a fidelidade religiosa à Congregação e a fidelidade à missão, à porção do Povo de Deus naquelas terras do Mato Grosso.
Disciplinada, organizada e inteiramente disponível, a Tia conseguia ser a Marta e a Maria, testemunhando nas pequenas e nas grandes coisas (atendendo um telefonema ou enfrentando as forças da ditadura) seu amor concreto a Deus e aos irmãos e irmãs.
Todo seu dia era ocupado. Após a oração da equipe, que ela "teimava" em manter também quando o bispo Pedro não estava, começava seu dia de formiguinha.
Secretária da Prelazia e zelosa arquivista era, sobretudo, a "tia" do "Clube de mães", depois Grupo de Mulheres, a companheira e incentivadora: ouvia, animava, orientava, dava força para que se libertassem do machismo e da submissão através do estudo e do desenvolvimento das outras muitas habilidades que ela enxergava naquelas pessoas que a rodeavam.
Nos primeiros tempos das Irmãs na Prelazia, elas costumavam organizar passeios com mães e filhos, alegria compartilhada e registrada em fotos do arquivo. A Tia, até poucos anos atrás, manteve o hábito de fazer exercícios e se banhar no Araguaia com um grupo de mulheres, quase todos os dias. Era um momento rico em solidariedade no qual se consolidavam a amizade e a confiança. Talvez ninguém sentirá mais falta da Irmã Irene do que essas mulheres de São Félix!
Uma agente pastoral da Prelazia de São Felix era, antes de tudo, uma animadora da fé vivida no dia-a-dia, e um dos meios pra isso eram os grupos de vizinhos que se reuniam nas casas para celebrar a fé, refletir e tomar atitudes e posições. Pois lá estava a Tia, coordenando, animando, cantando, debaixo de chuva ou sob as estrelas.
Dava aulas de piano, quem sabe buscando uma sucessora para a animação do canto, tocando teclado como ela fazia em todas as missas.
A Tia foi uma mulher de fé. Uma fiel e amorosa seguidora de Jesus Ressuscitado, que caminhava com seu povo. Ela viveu assim e foi feliz.
Neste momento não há como não lembrar as palavras do apóstolo: “Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé”.
Nós não podíamos deixar de dar voz aos nossos sentimentos nesta hora.
Ao povo de São Félix, à Prelazia e às Irmãs de São José de Chambéry nosso abraço e nossos votos de que a morte da Tia Irene reacenda a chama da fé verdadeira, da qual ela foi testemunha viva e feliz, em todos que a conheceram.
Em comunhão
Iara, Creusa, Socorro
Antigas Agentes de Pastoral da Prelazia
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Uma
das coisas que mais lamento é que a Tia Irene não possa ver realizado o sonho de
ver o filme sobre Pedro e a Prelazia. Sempre lembrarei, quando estava escrevendo
em São Félix o livro "Descalço sobre a terra vermelha", antes de ir
embora,na capela da casa ela disse que tinha certeza de que o livro serviria
para levar muito longe a luta pelas causas do povo da região. Suas palavras me
surpreenderam, emocionaram e realmente foram proféticas. Espero que agora, com o
filme, consigamos ainda ir mais longe, e estou certo de que se o conseguirmos,
ela partilhará também nosso sonho.
Francesc Escribano
Jornalista e Cineasta
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MENSAGEM
DO GRUPO DE MULHERES DE SÃO FÉLIX DO ARAGUAIA
São Félix do Araguaia 27 de outubro de 2008
Querida Tia Irene, nós do grupo de mulheres da Arte Nossa estamos reunidas na casa da Almerinda para escrever esta carta a você. A pesar da distância estamos juntas e acompanhando as notícias relativas ao seu tratamento e restabelecimento de sua saúde.
Com muita fé em Deus esperamos rapidamente a sua recuperação para que possamos em breve estarmos juntas.
Tia Irene, essa carta escrita coletivamente é fruto do que você nos ensinou. Você lembra das reuniões que fizemos? A senhora fique certa de que está sempre no nosso coração e na nossa mente.
Esperamos comemorarmos o seu aniversário juntas. Esperamos poder abraçá-la. Um forte abraço das comadres. (seguem as assinatures)
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CARTA A TIA IRENE
Querida
Tia Irene,
hoje queremos agradecer sua presença carinhosa e libertadora. Apesar de sua aparência frágil, você nos dava coragem e liberdade para caminhar rumo ao Reino.
Queremos agradecer a mensagem evangélica que você transmitia desde sua feminilidade, com sua presença sempre simples e discreta.
Queremos agradecer seu sorriso, suas palavras cheias de esperança e seu abraço solidário, animando-nos a continuar juntos a comum caminhada rumo ao mundo novo.
Obrigada, Tia Irene, por ter sido assim, e dado de presente o dom da tua existência no compromisso cotidiano em defesa da Vida.
Hoje, na certeza de que você já vive a Páscoa, lhe pedimos que nos acompanhe sempre em nosso caminhar rumo ao Ressuscitado.
Maritxu Ayus
Grupo Solidário Araguaia.
Barcelona.
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Olá
a todos(as) associados(as) da ANSA (Associação
Nossa Senhora da Assunção), membros da comunidade, amigos(as) da
nossa região e colaboradores...,
Como alguns de vocês já sabem, a nossa querida Tia Irene não está mais entre nós. É um momento difícil e emotivo. Todos nós vamos sentir saudades dela, e mais especialmente os que caminharam junto a ela durante todo esse tempo.
Fica no nosso coração um imenso agradecimento ao seu testemunho de vida, que ficará como uma luz na nossa caminhada.
A Tia Irene contribuiu na fundação da ANSA.
O que somos hoje em termos de serviço, ajuda e trabalhos na região, deve-se em grande parte ao esforço, compromisso e inspiração que ela teve desde o nascimento da instituição, no ano 1974 em plena ditadura militar.
A Tia Irene foi fundadora e uma associada exemplar. Participava de todas as Assembléias, esforçando-se para que a ANSA fosse uma família unida trabalhando em favor dos mais pobres da nossa região.
Em sua homenagem, sempre nos lembraremos da alegria de suas risadas e da firmeza do seu compromisso, de sua esperança e fraternidade.
Equipe da ANSA
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TIA IRENE, MARTA E MARIA
Foram muitos os anos de convivência com a tia Irene. Anos felizes na Prelazia de São Felix do Araguaia, que confirmaram bem dentro de mim: “Outra Igreja é possível”! Outro relacionamento, como o da tia Irene, entre outras pessoas, me ajudaram a saborear o convívio fraterno nas comunidades da Igreja de São Felix do Araguaia
Com esse sentimento eu fui uma mistura de muita saudade, de dor, e até de alegria por saber que tia Irene está curtindo `outra vida´ e cantando o Hino da Alegria, que tantas vezes pediu que fizessem depois da sua morte.
Contudo, ela, a nossa tia, estava especialmente presente quando preparava uma assessoria para um grupo de aprofundamento bíblico, onde estudamos um texto muito conhecido: Marta e Maria (Lc 10,38-42). Eu me perguntava, no nosso cotidiano, Irene era reconhecida como Marta ou como Maria? Muitas vezes eu vi à tia aos pés do Senhor, na oração, na contemplação. Sempre ativa, servindo a todos. Será que ela devia escutar: “Irene, Irene! Você se preocupa e anda agitada com muitas coisas; porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte, e esta não lhe será tirada”?
Por minha cabeça passaram as lembranças e interpretações ouvidas sobre esse texto. Antigamente era afirmado: a vida contemplativa tem mais valor do que a ativa. A vida escondida é mais evangélica que a vida missionária ativa. Mais recentemente, as mulheres olhávamos e admirávamos a coragem de Maria de se sentar aos pés do Mestre, algo que em aquele tempo, só era permitido aos homens!
Entretanto na preparação do encontro, a pergunta sempre voltava a minha cabeça: Porque essas palavras na boca de Jesus? Na verdade sempre me incomodou este texto de Lucas sobre Marta comparando-o com o de João. Em Jo 11,1-40, Marta aprece muito próxima a Jesus, o texto afirma que Jesus amava Marta (v.5), que ela saiu ao encontro de Jesus e conversou com Ele com amizade e confiança e até Marta fez a confissão de fé, que em outros evangelhos aparece na boca de Pedro: “Eu acredito que Tu és o Messias, o Filho de Deus que devia vir a este mundo” (v.27).
Fui para a assessoria com um monte de propostas e questões. Aquele dia, entre todos os participantes lembramos de muitos detalhes. O texto de Lucas foi escrito em tempos que imperava o sistema greco-romano. Tudo era baseado na divisão da realidade, no dualismo que justificava as relações de poder: racional X espiritual, rico X pobre, homem X mulher, patrão X escravo etc. E constatamos que a interpretação de Marta e Maria tem sido sempre dualista. De fato, as irmãs aparecem como:
Marta: Maria:
dona de casa discípula
que fala ouvinte
ativa passiva
inquisidora calada
rejeitada escolhida
O texto situa a Jesus entre duas mulheres: Uma ‘calada’ e outra ‘silenciada’.
O que acontecia nas primeiras comunidades? Estamos na casa de Marta e Maria. Seriam Marta e Maria discípulas, lideranças numa comunidade na casa, igreja doméstica? Marta e Maria seriam líderes, incluídas, porém, reprimidas, na luta das mulheres do século I para serem reconhecidas no seu ministério? Porque a Marta de Lucas é destituída do seu serviço (diaconia), é silenciada e a de João confessa a fé da comunidade? Estaríamos em duas situações diferentes de comunidades?
Atualizar um texto bíblico nos traz a história para nossas lutas. Não para legitimar, mas para dialogar. Assim, devemos fazer essa atualização porque ela situa as lutas das excluídas e dos excluídos da história e da Bíblia no centro, devolvendo a história dos vencedores para os vencidos. Penso que é uma das nossas grandes tarefas!
Tia Irene, Marta e Maria. Irene, mulher inteligente, educada, discreta. Dona de casa, falante, ativa, questionadora. Discípula, ouvinte, aparentemente passiva. Muitas vezes silenciosa, outras muitas silenciada. Silenciada pelo Governo da Ditadura, pela Congregação, pela Igreja, por nós os mais jovens que pensávamos discretamente que na sua idade teria que deixar lugar aos mais moços, de idéias mais avançadas... Tia Irene amada por Jesus (jo 11,5) e por todos e todas nós que sabemos da sua coragem, da sua garra, de sua grande fé que tantas vezes confessou publicamente com sua palavra e com a sua vida!
Quando estudamos a Bíblia, tentamos exercitar um método hermenêutico construtivo em que o diálogo com o texto crie algo novo. Quando falamos da vida de alguém, queremos dialogar e aprender dos seus exemplos de vida para gerar algo novo. Obrigada, tia Irene, pelo seu equilíbrio, pelo seu ser Marta e Maria, pela novidade que seu testemunho de vida e de fé ensina para todos e todas nós!
Mercedes de Budallés Diez